segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
VOCÊ SABIA?!
Como curiosidade histórica, a banda The Beatles contribuiu com recursos para pesquisas nos laboratórios EMI (onde se viria a desenvolver a primeira máquina de TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA).
Joseane Marinho
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Vantagens e Desvantagens da TC
Ao contrário da radiologia convencional, que produz imagens de todas as estruturas do corpo sobrepostas, a principal vantagem da Tomografia Computadorizada é que ela permite o estudo de “fatias” (secções transversais do corpo humano vivo). Ou seja, a imagem obtida proporciona uma percepção espacial mais nítida. Uma outra vantagem é justamente a possibilidade de fazer uma maior distinção entre dois tecidos. A Tomografia Computadorizada permite distinguir variações na densidade de cada tecido na ordem de 0.5%, enquanto que a radiologia convencional tal limiar está na casa dos 5%. De fato, isto torna possível o estudo e a detecção de anomalias que seria impossíveis sem o uso de métodos invasivos, tornando-a assim um exame complementar de diagnóstico de imenso valor. Evidentemente a Tomografia Computadorizada também se tornou um importante instrumento metodológico de pesquisa, permitindo a observação de lesões cerebrais além de fazer a reconstrução de outras situações danosas no cérebro, como veremos em posts futuros.
Mas a Tomografia também possui algumas desvantagens. A principal delas é justamente o uso de raios-X. Este tipo de radiação tem um efeito negativo sobre o organismo humano, sobretudo por sua capacidade de provocar mutações genéticas (mais visível em células que estejam em fase de rápida multiplicação). Apesar do risco de desenvolver anomalias seja muito pequeno, a realização de Tomografias é desaconselhável para grávidas e crianças.
Na figura de hoje podemos observar um exemplo de imagem obtida por radiologia convencional, na qual não é possível a visualização de estruturas mais internas, como a medula do osso, por exemplo.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Histórico da Tomografia Computadorizada
Até 1972 a única forma de registro da anatomia radiografada era através da técnica convencional. No entanto, neste método simples, há uma perda grande de informação, já que estruturas tridimensionais do corpo são registradas em filmes bidimensionais havendo superposição de todos os tecidos atravessados pelo feixe de raios-X. No filme radiográfico forma-se uma imagem que reflete o grau de interação da radiação com os tecidos expostos, os quais são representados por apenas cinco densidades: metálica, osso, partes moles, gordura e ar. Em 1972 Hounsfield descreve e põe em prática a técnica da tomografia computadorizada, a qual se fundamenta em medidas de atenuação sofridas pelos raios-X durante sua passagem pelo corpo do paciente. G. N. Hausnsfield, e A. M. Comarck, que desenvolveu as bases matemáticas para a reconstrução das imagens tomográficas, são considerados os inventores desta nova técnica. Pela técnica original a cabeça do paciente foi dividida em várias fatias, também chamada de cortes ou “slices”. Cada corte é irradiado de forma independente a partir de suas margens. A espessura de cada corte é função da colimação aplicada. Quanto mais colimado for o feixe de raios-X, mais fino será o corte.
Desde a sua invenção várias gerações de equipamentos surgiram, sendo a primeira e segunda gerações com características de translação e rotação do tubo detectores em torno do objeto estudado, tendo poucos detectores. Os aparelhos da terceira geração têm maior número de detectores, nos quais tubo e os detectores realizam rotação em torno do objeto. Os aparelhos da quarta geração têm a coroa de detectores fixa e apenas o tubo gira em torno do paciente. A quinta geração são os aparelhos Helicoidais que têm movimentos simultâneos do gantry e mesa. A sexta geração são os aparelhos multislice que, além dos movimentos simultâneos do gantry e mesa, possuem fileiras de detectores que permitem múltiplas aquisições simultâneas.
Desde a sua invenção várias gerações de equipamentos surgiram, sendo a primeira e segunda gerações com características de translação e rotação do tubo detectores em torno do objeto estudado, tendo poucos detectores. Os aparelhos da terceira geração têm maior número de detectores, nos quais tubo e os detectores realizam rotação em torno do objeto. Os aparelhos da quarta geração têm a coroa de detectores fixa e apenas o tubo gira em torno do paciente. A quinta geração são os aparelhos Helicoidais que têm movimentos simultâneos do gantry e mesa. A sexta geração são os aparelhos multislice que, além dos movimentos simultâneos do gantry e mesa, possuem fileiras de detectores que permitem múltiplas aquisições simultâneas.
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